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08/10/2018

OAB e SEPRORGS em uníssono: mais conhecimento, menos tributação



Voto não tem preço, voto tem consequência. A sentença é do presidente da OAB, Claudio Lamachia, que palestrou no Mesas TI, edição outubro de 2018, realizada no dia 05/10 no Deville Hotel, em Porto Alegre-RS.

 

 

No evento, realizado pelo SEPRORGS, Lamachia destacou que o resultado do pleito de 07/10 será um reflexo do ambiente ético do país, e que o Brasil atual “é o que é por conta do voto”.

 

 

Ainda de acordo com o presidente da OAB, “o voto de domingo nos levará a um determinado ponto. Qual será? Dependerá de cada um de nós”.

 

 

Para Lamachia, outro foco a ser levado em consideração no quesito eleitoral são as campanhas, que, em sua opinião, são muito caras e precisam da tecnologia para evitar dispêndios. “Precisamos de campanhas mais baratas, e os candidatos devem usar a TI para isso. A Internet, as redes sociais, todas estas ferramentas são poderosas junto ao público. É preciso investir mais na ideia do que no poder”, comentou.

 

 

O dirigente também tocou no ponto da reforma tributária, deixando clara a necessidade de redução da carga e simplificação da estrutura. Para ele, não é aceitável que, como ocorre hoje, seja sempre necessário ao governo recorrer ao bolso do cidadão para recompor a máquina pública.

 

 

“No governo Dilma, falou-se em retomada da CPMF, ao que fomos contra. No governo Temer, o assunto voltou à tona, bem como na campanha eleitoral atual. Isto não pode ocorrer. O que precisamos é de uma nova estrutura, uma reforma do pacto tributário, pois hoje a União fica com cerca de 60% da carga e o restante vai para estados e municípios, que são onde realmente se concentram as altas demandas da saúde, educação, segurança”, declarou Lamachia.

 

 

Temática reforçada pelos gestores do SEPRORGS. Para o presidente Diogo Rossato, é preciso repensar a tributação do setor de TI, evitando a reoneração dos serviços de tecnologia com a cobrança do ICMS, uma prática inconstitucional que duplicaria a carga tributária sobre as empresas da área, já taxadas pelo ISS.

 

 

O presidente da Fenainfo, da ConTIC e diretor Financeiro do SEPRORGS, Edgar Serrano, também salientou este ponto. “Não é possível sobrecarregar ainda mais o empresariado. Ao contrário, é preciso criar incentivos para que as empresas de TI tenham respaldo para crescer e investir no mercado. Além disso, é imprescindível focar a educação, a capacitação”, reforçou o dirigente.

 

 

O quesito capacitação foi também mote da palestra de Lamachia no que tange ao governo. Para o presidente da OAB, o Brasil “precisa ser governado por pessoas técnicas nas respectivas áreas de comando”, e “se o próximo presidente tiver esta visão, seja ele quem for, teremos um país melhor”.

 

 

A opinião é compartilhada pelo vice-presidente e diretor de Marketing do SEPRORGS, Donald Reis. “Precisamos de um ministério de Ciência e Tecnologia comandado por alguém com conhecimento e experiência na área, que consiga enxergar o Brasil como um ecossistema formado por governo, empresas, entidades e universidades, fomentando a integração, a pesquisa e o desenvolvimento para a expansão do setor e do mercado como um todo”, ressaltou Reis.

 

 

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