A proximidade das eleições de 2026 no Rio Grande do Sul começa a conferir maior densidade ao debate público e ao ambiente político estadual. Embora o cenário ainda esteja em fase de consolidação, as movimentações mais recentes indicam a emergência de novos protagonistas e uma reorganização relevante das forças partidárias no estado.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro de 2026, com eventual segundo turno previsto para 25 de outubro. O prazo final para registro das candidaturas junto ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) se encerra em 15 de agosto, período que deverão ser formalizadas não apenas as candidaturas ao governo, mas também a composição completa das chapas, incluindo os candidatos a vice-governador.
De acordo com levantamento divulgado, recentemente, pelo Instituto Real Time Big Data indica a liderança do deputado federal Luciano Zucco (PL) nos cenários estimulados de primeiro turno. De acordo com a pesquisa, o parlamentar registra 31% das intenções de voto, consolidando-se, neste momento, como principal nome competitivo do campo conservador no estado.
Na sequência, aparece a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), com 24%, seguida pelo deputado federal Edegar Pretto (PT), que soma 19% das intenções de voto. O resultado evidencia a disputa interna no campo de centro-esquerda, com dois nomes competitivos buscando espaço no eleitorado.
Em patamar inferior, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) aparece com 13%, enquanto Covatti Filho (PP) registra 3% e Marcelo Maranata (PSDB) soma 1%. Além disso, 4% dos entrevistados declararam voto em branco ou nulo, e 5% afirmaram não saber ou preferiram não responder, indicando ainda espaço relevante para movimentação do eleitorado.
As projeções de segundo turno indicam um cenário competitivo. Em eventual disputa entre Luciano Zucco e Juliana Brizola, o candidato do PL aparece com 40% das intenções de voto, enquanto Brizola registra 37%, configurando um quadro de disputa acirrada.
Os dados sugerem a formação de uma disputa estruturada em campos políticos distintos. De um lado, Luciano Zucco concentra o eleitorado associado ao bolsonarismo e à direita. De outro, Juliana Brizola e Edegar Pretto disputam o espaço da centro-esquerda, ainda sem uma consolidação plena de liderança.
Outros nomes também figuram nas simulações, como o vice-governador Gabriel Souza, cuja viabilidade eleitoral está diretamente associada à capacidade de articulação do campo governista e à construção de alianças que permitam ampliar sua competitividade.
Um elemento central do atual estágio do processo eleitoral é a ausência de definição das chapas majoritárias, especialmente no que se refere aos candidatos a vice-governador. Até o momento, não há composições formalizadas, e as negociações seguem em curso entre partidos e lideranças políticas.
No campo liderado por Luciano Zucco, as articulações encontram-se em estágio mais avançado. O senador Luis Carlos Heinze é apontado como possível candidato a vice, embora também haja discussões envolvendo a indicação por partidos aliados, evidenciando que a definição ainda depende de acomodação política mais ampla.
Já no bloco político de oposição alinhado ao governo federal, as tratativas envolvem uma possível composição entre Edegar Pretto e Juliana Brizola, com diferentes arranjos sendo considerados inclusive a alternância entre cabeça de chapa e vice. Esse movimento reflete a tentativa de unificação de forças para aumentar a competitividade eleitoral.
No segmento político associado ao atual governo estadual, liderado por Gabriel Souza, as definições ainda se encontram em estágio inicial, dependendo da consolidação de alianças partidárias e da estratégia a ser adotada pelos partidos de centro.
De modo geral, o cenário eleitoral no Rio Grande do Sul caracteriza-se, neste momento, por alta fragmentação no primeiro turno e forte dependência das alianças para o segundo
turno, sendo a escolha dos candidatos a vice um dos principais instrumentos de composição política.
Outro fator relevante é o elevado número de eleitores indecisos, o que indica espaço significativo para variações ao longo da campanha, especialmente à medida que as candidaturas forem oficializadas e o debate eleitoral ganhar maior intensidade.
A eleição para o governo do Estado terá impacto direto sobre a condução de políticas públicas estratégicas, incluindo temas como desenvolvimento econômico, inovação, infraestrutura e transformação digital, áreas de especial relevância para o setor produtivo e para o ambiente de negócios no Rio Grande do Sul.
Diante desse cenário, o TiRS, por meio de sua consultoria de relações governamentais, a AGF Advice, mantém o acompanhamento permanente das pesquisas eleitorais, das articulações partidárias e das movimentações políticas relacionadas ao processo eleitoral de 2026.
Interessados em receber mapeamentos e análises mais detalhadas sobre o cenário político e eleitoral, podem entrar em contato pelo e-mail comunicacao@seprorgs.org.br.
Elaborado por
AGF Advice – Consultoria Tributária e de Relações Governamentais
Consultoria de Relações Governamentais do TiRS by SEPRORGS
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